🎺 Sobre nós Mais de um século de história

Banda Musical de Fornos

A Banda Musical de Fornos é um dos mais antigos e prestigiados agrupamentos musicais do concelho de Castelo de Paiva, com uma história que remonta a 1909. Entre gerações de músicos, consolidou-se como um verdadeiro centro de cultura, formação e dinamização da comunidade.

Um percurso com mais de 100 anos

A Banda Musical de Fornos foi fundada em janeiro de 1909 por iniciativa de António Moura Duarte que congregou à sua volta cerca de duas dezenas de elementos, os quais resolveram designar aquele Agrupamento Musical por “Nova Philarmónica de Castelo de Paiva” e que depressa se preparou para fazer a sua primeira apresentação no dia 25 de abril do mesmo ano.

Está assim em crer ter sido o nível cultural do seu fundador, a mola impulsionadora do seu aparecimento, ficando a seu cargo, não só o ensino da música como a regência do novo agrupamento.

O povo da freguesia de Fornos acolheu com entusiasmo este acontecimento que, para aquela época, era sinal de grande prestígio para as suas gentes. E a confirmá-lo está o rápido crescimento da Banda Musical que, em poucos anos, se tornou conhecida e admirada nas terras onde atuou, apesar das dificuldades dos transportes da época que se resumiam à via fluvial (Rio Douro) ou a pé.

Só em 1966, e pela mão do prof. Eurico José Nunes, foi criada a Associação Cultural e Musical de Fornos que prevê nos seus estatutos a reorganização da banda de música e também a ocupação dos tempos livres dos seus associados.

Momentos marcantes

  • 1909 Fundação da “Nova Philarmónica de Castelo de Paiva” e primeira apresentação a 25 de abril.
  • 1966 Criação da Associação Cultural e Musical de Fornos.
  • 2003 Reconhecimento como Entidade de Utilidade Pública e adoção da designação Banda Musical de Fornos – Centro de Cultura e Desporto.
  • 2008 e 2012 2.º lugar na segunda secção do Concurso Internacional de Bandas “Ateneu Artístico Vila-Franquense” e 3.º lugar no concurso de tauromaquia (2008).
  • 2009 Concerto de centenário em pleno rio Douro, junto à Ilha dos Amores.
  • 2011 Condecoração com a Medalha de Mérito do Distrito de Aveiro e organização de um encontro de bandas.
  • Atualidade Participação no VII Certamen Internacional de Bandas de Música “Ciudad de Benavente” – Espanha, conquistando o 3.º prémio.

Formação, juventude e comunidade

Atualmente a banda é constituída por cerca de sessenta músicos executantes, com idades entre os 14 e os 53 anos, tendo o mérito de conseguir agregar a arte da juventude à experiência dos menos jovens.

Neste contexto, a Banda Musical de Fornos é bem o testemunho da importância que a formação musical dos mais novos tem para a continuidade das Filarmónicas, disponibilizando uma escola de música onde se leciona formação musical, instrumento e classe de conjunto e que é frequentada por crianças de diversos lugares.

Foi nesta escola que a maioria dos seus elementos iniciou a sua formação musical, ingressando posteriormente na Academia de Música de Castelo de Paiva e mais tarde no Ensino Superior de Música, dando também o salto para as grandes bandas militares, orquestras nacionais e estrangeiras.

Tem como diretor artístico o Professor David Silva, docente de trombone na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, que orienta o trabalho artístico da banda, ligando a tradição filarmónica à exigência das práticas musicais contemporâneas.

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Maestro David Silva

Maestro David Silva

Diretor artístico da Banda Musical de Fornos

Currículo artístico

David Alexandre Madureira Rocha da Silva é trombonista, maestro e professor do ensino superior. Doutorado em Música e Musicologia pela Universidade de Évora, mestre em Ensino da Música pela Universidade Católica do Porto e mestre em Performance – Trombone pela Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo (ESMAE), instituição onde concluiu igualmente a sua licenciatura em Música.

Atualmente é professor de Trombone e Música de Câmara na ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo e professor na Universidade do Minho, onde desenvolve atividade docente e artística. Lecionou também na Escola Profissional ARTAVE – Escola Profissional Vale do Ave, onde foi professor de Trombone e Música de Câmara e maestro da Orquestra de Sopros ARTAVE, assumindo um papel relevante na formação artística e performativa de jovens músicos.

Ao longo da sua carreira pedagógica, lecionou ainda na Academia de Música de Castelo de Paiva e no Conservatório Regional de Vila Real. Foi ainda convidado como arguente principal em teses de mestrado na Universidade Católica Portuguesa, na Universidade de Aveiro e na ESMAE.

Como instrumentista, integrou algumas das mais prestigiadas orquestras portuguesas e internacionais, destacando-se a Orquestra Nacional do Porto (Casa da Música), a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Clássica da Madeira, a Orquestra Sinfónica de Valladolid e a Orquestra Filarmónica das Beiras. Apresentou-se também como solista com a Orquestra ARTAVE, interpretando obras de Ferdinand David e Nino Rota.

Desde 2015 é maestro titular da Banda Musical de Fornos, em Castelo de Paiva, desenvolvendo um trabalho de continuidade artística e pedagógica.

Reconhecido pela sua dedicação ao ensino e à divulgação do trombone, tem sido convidado para ministrar masterclasses e workshops em Portugal e no estrangeiro, colaborando com instituições de ensino artístico, orquestras e festivais. O seu trabalho pedagógico é amplamente reconhecido pelo contributo na formação de jovens instrumentistas e pela promoção da música para metais em contexto nacional e internacional.

Participou em várias gravações discográficas, incluindo "One for the Road" com o grupo Slide Bones Symbiosis (2022), Orquestra de Jazz de Matosinhos (2006), "A Lenda" de Carlos Azevedo (2000) e "Coisas da Noite" de André Sarbibé (1995).